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terça-feira, 19 de outubro de 2010

PEC 300, é possivel afirma secretário do Planejamento

Riachão-PB, 19.10.10

Secretário do Planejamento diz que é possível bancar a ‘PEC 300’

O secretário de Planejamento e Gestão (Seplag) Osman Cartaxo rebateu, ontem, as insinuações do candidato da oposição Ricardo Coutinho (PSB) de que o Estado não terá recursos financeiros para arcar com o aumento advindo do Projeto de Lei que está sendo elaborado nos moldes da PEC 300, para garantir o piso salarial às polícias Civil e Militar e agentes penitenciários. Osman declarou que o governo do Estado tem uma previsão orçamentária de R$ 329 milhões para reajuste de servidores, contratações e para a implantação do projeto que estabelecerá o piso unificado dos policiais. 

“Na proposta orçamentária, existe superávit para absorção dessa despesa, portanto nós temos viabilidade de cumprir a proposta do candidato José Maranhão”, garantiu Osman Cartaxo.

Segundo ele, o aumento de pessoal é feito com base no comportamento da receita corrente líquida (RCL), e a previsão de aumento da receita corrente para 2011, na Paraíba, é de R$ 700 milhões.

PREVISÃO
Osman Cartaxo informou que a previsão da despesa de pessoal para 2011 é R$ 3,2 bilhões, enquanto a despesa de 2009 foi de R$ 2,9 bilhões, de forma que comparando as despesas de pessoal de 2009 e de 2011, já que 2010 ainda está em execução, o secretário de Planejamento calcula um superávit de R$ 329 milhões em 2011, a serem destinados para pessoal.

“Esses R$ 329 milhões são exatamente o que o governo do Estado tem para fazer o reajuste do salário mínimo, possibilitar novas contratações, tanto na área de saúde como na área de segurança pública, e honrar o compromisso de campanha do governador em relação à PEC 300”, disse Osman.

Ele estima que esses recursos sejam suficientes, pois a previsão do governo é cumprir em 18 meses o compromisso assumido com a categoria da polícia e agentes penitenciários para implantação dos benefícios da “PEC 300”. Ainda não está definido o valor do impacto financeiro, porque o projeto de lei ainda está em fase de elaboração.

Jornal da Paraíba

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